by Max Barry

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by The Shogunate of Shikawa. . 21 reads.

Mitos e Lendas de Shikawa (Desatualizado)

ATENÇÃO: Antes de podermos iniciar o factbook é necessário deixar algo bem claro. O folclore de Shikawa será retratado como algo real, e isso se dá em detrimento de existir todo um mundo fantasioso em Tellus "por baixo dos panos" ou seja, em ON teoricamente não existe qualquer tipo de mundo de místico ou de fantasia, mas em OFF, o mundo mágico é coberto por um véu que impede humanos normais de verem que pessoas em sua volta são muitas vezes seres mágicos (consultar o mestre Imperio de Jandira para mais informações).

Dupla de Exploradores


O mundo mágico de Shikawa existe desde tempos antigos, envolvendo mitos e lendas tanto de origem kitainan devido à colonização de Tenshima, como também encontra folclores originários de Telephassa, em detrimento da passagem de exploradores, colonizadores, e padres de países como Herópole, e Venardia, além de claro, as tribos nativas de cultura miztoniana ao leste, e de cultura Yarepilli ao oeste, fazendo com que toda a região de Azuma (Shikawa) seja uma grande mistura mágica de figuras tanto orientais quanto ocidentais.

Apesar da existência desses seres há milênios, os lugares e seres passaram a ser devidamente catálogados quando uma dupla de membros da Ordem de Bardan, Paul Oak de Girania e Gustav von Zimmer de Imperio de Jandira visitaram o Xogunato durante a década de 1930 para explorar como era o mundo mágico de Shikawa, e passar essas informações para a ordem, facilitando a conteção de seres possivelmente agressivos aos humanos e ao próprio véu, uma vez que durante a década de 1920, um grupo inteiro de turistas de Telephassa visitaram a Kusōshima (Ilha Maldita = くそー島), desaparecendo durante 3 dias, tendo seus corpos achados totalmente ressecados, sem os olhos, com a língua cortada, e com diversos vermes e outras pragas devorando parte de seus corpos já. O Xogum da época, Shikawa Masamune, ordenou total abafamento do caso, sendo relatado para a imprensa oficial de quê os turistas morreram em detrimento do frio, e tiveram seus corpos comidos por animais locais.

Após esse incidente, o Xogum passou a investigar o quê de fato ocorreu ao lado da Ordem da Lua Sangrenta (血液月 = Ketsueki Tsuki = Lua de Sangue), parte também da Ordem de Bardan, mas sendo um braço que atua exclusivamente em Shikawa, estando sob a autoridade do Xogum. Paul Oak e Gustav von Zimmer que já eram uma dupla de exploradores do mundo místicos, decidiram investigar também o ocorrido além de catalogar o mundo mágico de Shikawa, eventualmente criando o Guia para o Mundo Mágico de Shikawa.

Paul Oak

Faenor Academy

Paul Oak

Nascido em Great Fort no ano de 28 de Março de 1889, Paul Oak já demonstrava conseguir ver o mundo mágico desde pequeno, fazendo com que seus pais, por serem doethus (druídas), já soubessem que seu filho também tinha aptidão mágica assim como eles. Ao ver um lobisomen, e ir até ele quando ainda tinha 10 anos chamando o lobisomen de "lobinho", o jovem foi notado pela Ordem de Bardan, uma vez que o lobisomen fazia parte da mesma. No ano seguinte, Paul recebeu uma proposta para estudar na capital Faenor, onde ganhou uma bolsa de estudos em uma das melhores escolas na época, a Faenor Academy (Fechada em 1964 após ser achado um corpo em um armazém da escola). Seus pais sabiam que a escola buscava alunos de cidades de fora de Faenor com aptidão mágica, e aceitaram a proposta, onde Bardan passou a treinar o jovem estudante.

Paul conheceu Gustav von Zimmer durante um evento na cidade de Bardan em Lysandus, onde os mesmos decidiram unir forças para explorarem e catalogarem o mundo mágico em vários lugares de Tellus, fazendo com que eventualmente fossem até Shikawa para catalogar o país de Feorland.

Após os eventos em Shikawa, Paul se casou com Katherine William, com quem teve 14 filhos em Faenor. Oak veio a falecer de maneira misteriosa aos 75 anos em 1964 enquanto investigava o assassinato que aparentemente tinha ocorrido em sua antiga escola. Seu filho, Paul Oak II investigou o caso para descobrir o motivo da morte de seu pai, onde anos depois o mesmo ganhou o Prêmio Nobel da Magia em 1970.

Gustav von Zimmer

Gustav von Zimmer

Gustav von Zimmer nasceu na cidade de Coltharigen em 6 de Junho de 1870. O mesmo se formou aos 20 anos na Universidade de Tigrésia em contabilidade, porém após passar por um grande estresse em seu trabalho pelo fato de seu chefe ficar o pressionando toda hora, Gustav teve uma convulsão, sendo levado às pressas para o hospital para ser tratado. Ao acordar, Gustav pode vislumbrar todo o mundo mágico, ainda que tivesse desenvolvido um tique de piscar forte em casos de extremo estresse após esse dia, com a médica Karolina Heldmann, uma succubus, notando que o mesmo já não era mais um humano comum. Gustav e Karolina acabaram se apaixonando, e mesmo com sua companheira sendo uma succubus, Gustav levava uma filosofia de "viver a vida no limite" e não se importou com o fator que sua energia vital poderia ser sugada, tendo 5 filhos com Karolina, além de desenvolver uma resistência para influência demoníaca.

Após conhecer Paul no evento anteriormente citado, Gustav fez dupla com o mesmo durante as investigações do evento de Shikawa. A dupla acabou sendo desfeita em 1945 após um desentendimento entre os dois amigos, que acabaram nunca mais se vendo após essa briga. Gustav ganhou o Prêmio Nobel da Magia em 1955 com o seu trabalho Manual para Magias Demoníacas Telefassônicas.

Atualmente seu neto, Isaac von Zimmer é um dos membros mais importantes da Ordem de Bardan, tendo aprendido sobre magia demoníaca através do livro de seu avô.

A Trindade


Todo o território de Shikawa e o véu na região de Azuma é protegida por uma trindade que garante a proteção dos shikawanos comuns e mágicos de possíveis seres agressivos ou perversos, sendo este trio de poderes composto pela deusa do Sol de Shikawa, Reika-no-Mikoto (麗夏之男命) como o primário, o ou a Xogum (将軍 = Shōgun) como o secundário, e por fim, a Ordem da Lua Sangrenta (血液月 = Ketsueki Tsuki = Lua de Sangue). A trindade trabalha em conjunto da Ordem de Bardan, com a própria Xogum atual, Shikawa-no-Akoto, fazendo parte da ordem, e consequentemente a Lua Sangrenta também faz parte por esta ser submissa á líder do Xogunato.

Reika-no-Mikoto, a Deusa do Sol

"A devoção dos shikawanos por essa deusa do Sol é tão grande que muitos não conseguem se quer sair de casa sem fazer uma oração virado diretamente ao Sol para lhe pedir um dia protegido e agradecer pelos outros dias, e no caso de estar de noite, alguns oram em direção às Luas por estas refletirem a Luz do Sol, ou então acabam por orar ao leste, onde o Sol nasce. É dito que apesar do seishinismo shikawano reconhecer as três entidades de Tenshima, e o Halkāismo da vertente Xīn Xuéxiào (a mais popular em Shikawa) reconhecer outros deuses também, Reika-no-Mikoto está acima de todas as outras entidades, sendo o Disco Solar que Reika-no-Mikoto em suas costas não só uma representação só da nossa estrela mãe, mas do cosmos de forma geral..."

— Gustav von Zimmer

Reika-no-Mikoto

Reika-no-Mikoto (麗夏之男命) é a principal entidade de toda Shikawa, com seus fiéis a seguindo mesmo após deixarem Azuma por algum motivo. A deusa, a nação, e o seu povo são ligados, com a mesma sendo famosa em lugares que se tenham imigrantes shikawanos, além de ocorrer de se ter uma boa quantidade de fiéis na república ao sul de Shikawa, Amatsu, com a adição de fiéis em Tenshima, ainda que claro, seja questionado ou até contrariado a ligação da deusa com os Xoguns de Shikawa, uma vez que no caso de Amatsu o país por ser republicano seria difícil ou impossível o reconhecimento do Xogum como uma entidade reencarnada em Tellus, e para os tenshins, o reconhecimento de uma deusa como no-Mikoto iria contra os preceitos do seishinismo reconhecer apenas os três deuses Utagai, Saisei, e Mara, sendo inclusive por esse motivo que ocorreu o Cisma do Oriente, onde o seishinismo se dividiu em dois, com o seishinismo tenshin reconhecendo apenas as três entidades, e o seishinismo shikawano além de reconhecer a deusa do Sol passando à reconhecer entidades das religiões nativas de Mizton e Yarepilli, além da própria pantariste e seus santos, todos contudo, estando abaixo de Reika-no-Mikoto.

De acordo com textos sagrados utilizados pelos monges de Shikawa (tanto do seishinismo shikawano quanto do halkāismo) para justificar a existência de Reika-no-Mikoto, a deusa teria vivido em uma época perdida do universo, muito antes das chamadas primeiras civilizações como Feijin, Civilizações Arsyas, ou da terra mítica de Gensokyo. Era um período onde não se havia a necessidade de esconder o mundo mágico, o céu e a terra eram um só, com ilhas voadoras viajando pelo cosmos uma vez que não se existia oceanos. Nessa época, os humanos eram muito vulneráveis, pois em uma era que não se havia o véu, qualquer dragão celestial poderia muito bem destruir uma vila humana se assim desejasse.

Reika (ainda só Reika) vivia em uma ilha chamada Gonryun, um local que os humanos utilizavam, e eram protegidos por uma barreira mágica feita pelo dragão forjador do cosmos, Ryūchū, protegendo assim os humanos de outros seres celestiais. Reika era filha de dois fazendeiros, tendo uma irmã chamada Tsuki. Reika, Tsuki, e seus pais viveram em paz em Gonryun durante bilhões de anos, uma vez que humanos não podiam morrer de velhice ainda nessa época. Em algum determinado momento, Gonryun passou a atrair a atenção de Ryūshin'en, o dragão do abismo, rival de Ryūchū, e que desejava destruir a vila humana por esta ter amizade com o dragão do Cosmos. A barreira que protegia Gonryun, impedia que Ryūshin'en entrasse em Gonryun, mas caso o mesmo infectasse de alguma forma um morador de Gonryun com uma doença, ao retornar, este poderia infectar os outros humanos dentro da proteção mágica ao retornar para casa.

O alvo de Ryūshin'en acabou sendo Tsuki, ao esta sair da proteção de Gonryun para explorar nebulosas cósmicas além dos limites da barreira mágica. O dragão do abismo infectou a irmã de Reika com uma doença que fazia com que os humanos perdessem a imortalidade, e com o tempo morressem. Tsuki retornou à Gonryun, e rapidamente infectou toda a vila de Reika, com excessão da própria que estava fora de Gonryun assim como Tsuki, pois esta tinha ido em uma missão diplomática para visitar Ryūchū em nome de Gonryun.

Devido à doença, todos em Gonryun sentiram rapidamente o efeito de viver mais de bilhões de anos com imortalidade, com seus corpos rapidamente secando, virando seres mortos vivos sem qualquer tipo de alma ou algum sentimento, com excessão da própria Tsuki que fora possuída por Ryūshin'en. Reika foi avisada por Ryūchū que o mesmo tinha um mal pressentimento, com relação à ilha natal de Reika, com o mesmo abençoando ela para que nenhum tipo de mau lhe afetasse. Ao retornar para casa, Reika ficou horrorizada ao ver o quê tinha ocorrido com sua terra natal, e devido à sua vida ascética e de guerreira, a mesma destruiu o corpo de seus antigos familiares e amigos usando o Seinaru Yumi (聖なる弓 = Arco Divino) e a Hi-gatana (火刀 = Espada de Fogo) para que os mesmos pudessem ser libertados.

Após a libertação de todas as almas, Reika confrontou Ryūshin'en que utilizava o corpo de Tsuki. O embate durou anos, mas ao fim Reika concentrou todo seu poder sacro e do universo, e um grande disparo de luz foi lançado contra Ryūshin'en, que retrucou usando uma grande onda de energia do abismo, o intenso atrito entre a luz e a escuridão fez com que uma grande explosão ocorresse, e Reika aproveitasse o momento para desferir o golpe final contra Ryūshin'en, que foi morto dentro do corpo de Tsuki, assim como o corpo de Tsuki fosse destruído virando poeira cósmica.

Reika devido à explosão passou a ter um poder divino, o maior de todo o universo. A onda gerada pela explosão foi tão forte que todas as ilhas flutuantes foram destruídas, assim como a própria Gonryun. Reika usando seu poder divino reuniu o quê restou das ilhas, criando um planeta chamado Ao Tentai (青天体 = Corpo Celeste Azul = Tellus), e um grande continente chamado Gensokyo, onde a mesma criou três entidades, Utagai, Mara, e Saisei, e estas deveriam proteger a Ao Tentai de futuros demônios, enquanto Reika, agora chamada de Reika-no-Mikoto (no-Mikoto indica divindade) viajava pelo cosmos reunindo as poeiras de Tsuki, coisa que a mesma conseguiu, com Tsuki ressuscitada se chamando de Tsuki-no-Mikoto, e a mesma controlando duas luas, uma que é sua alma, e a outra que é sua mente, para que no caso da mesma ser corrompida novamente, seja possível curar um dos lados antes de ser totalmente corrompido, enquanto Reika-no-Mikoto se tornou o Sol, e de lá ela controla todo o universo.

Essa história é cultuada por toda Shikawa, e uma vez por ano, um grande festival ocorre por todo país para homenagear Reika-no-Mikoto, com toda a história da deusa do Sol sendo reproduzida em teatros, peças, e músicas. É dito que Reika-no-Mikoto incorpora o corpo dos shikawanos justos, permitindo que os mesmos tenham sucesso em seus desafios.

O Xogum de Shikawa

Shigeyasu

"Quando chegamos em Shikawa, o Xogum à época era Shikawa Masamune, e nos chamou a atenção o jovem Kazuto, herdeiro do Xogunato; era este um rapaz peculiar, com desejos carnais, mas cercado pelas intensas cobranças do pai. Em minha oportunidade de falar com o jovem, percebi uma certa rigidez e auto controle, me parecia que ele evitava ser impulsivo, tendo sucesso. Com o tempo, Masamune morreu devido à sua idade avançada, e fomos para o enterro, onde encontramos Kazuto. Ao nos reencontrarmos com o herdeiro, notei uma aura... diferente, e deveras serena nele, nem parecia mais aquela pessoa o qual haviamos conhecido antes, mas sim o seu pai.

Um tempo depois, tivemos uma oportunidade de conversar com o ex-herdeiro, e ele nos explicou sobre o rito que ocorre sempre ao momento da morte do xogum. Assim que a morte acontece, a personalidade de Reika-no-Mikoto se mesclava com o herdeiro do xogunato, como uma forma de garantir que a mesma filosofia que governa a nação se perpetue, e esta se mescla ao novo comandante, atenuando os pontos que poderiam ser vistos como negativos à condução do Estado. Honestamente, é uma informação que arrepia um pouco a minha espinha e de Gustav. Pegamo-nos, de imediato, a buscar eventos semelhantes já conhecidos, e por horas divagamos. Acreditamos ser uma forma de absorção espiritual, e Gustav recordou que já viu isso acontecer, em menor grau, num rito de passagem de uma pequena vila ao leste de Draschänia. Não acreditamos que seja algo danoso, no entanto."

Paul Oak

A divindade do Xogum, e todo culto que existe em volta do chefe de estado de Shikawa se dá em detrimento da crença e fé dos shikawanos de que seus líderes são descendentes diretos da Deusa Solar anteriormente citada, ao ponto de quê Shikawa Hirosada, o primeiro líder de Shikawa, era chamado de Shogun-Sol (Shōgun no Taiyō = 将軍の太陽). Muitas vezes é comum de se ver que muitos fiéis fazem com que as rezas misturem tanto a divindade quanto os xoguns, acreditando que os líderes do bakufu tenham poderes solares assim como a deusa e que devido à sua proteção divina a nação nunca se envolveu em guerras desde sua independência, acreditando que o país esteja em uma situação de era dourada desde 1868, ou seja, o ano de sua independência.

Para se entender todo essa fé que ronda o Xogum é necessário entender a fundação do clã Shikawa. Por volta do ano de 1200, Reika-no-Mikoto passou a ficar um tanto quanto insatisfeita com o fator de que os tenshins apenas dedicavam suas orações e mantras aos três deuses que ela mesma criou, iniciando um plano de 600 anos para que a quantidade de fiéis do Sol pudesse começar a disputar com os fiéis das três divindades menores. Reika-no-Mikoto então passou à observar um ronin chamado Shigeyasu.

Shigeyasu era um samurai de um clã de Tenshima, onde o mesmo era encarregado de defender o seu mestre, sendo um guarda pessoal. Todavia, após um ataque de um clã rival, o samurai não pôde aceitar ver seus companheiros lutarem até a morte enquanto o mesmo ficava parado, indo enfrentar seus inimigos, e abandonando seu posto. Ao retornar para o templo, seu mestre havia sido assassinado, e seu clã o acusou de negligência, o setenciando à morte. Shigeyasu fugiu da prisão durante uma noite por uma brecha de sua cela, passando a ser um andarilho por Tenshima. Eventualmente, Reika-no-Mikoto se apresentou ao andarilho, oferecendo uma oportunidade para o mesmo recuperar sua honra desde que ele seguisse suas ordens. Shigeyasu aceitou a proposta, seguindo o caminho que no-Mikoto trilhou para ele, com o ronin desenvolvendo um novo estilo de combate onde se usa uma yari (lança) e wakazashi (espada curta) ao mesmo tempo, ensinando esse estilo para diversos discípulos, onde com o tempo até mesmo nobres passaram à pagar para aprenderem tal estilo atípico. Com o dinheiro adquirido pelas doações e contratos com nobres, Shigeyasu construiu uma casa sobre uma montanha, tendo uma filha chamada Himiko, com a mãe dessa filha sendo a própria Reika-no-Mikoto que tomou uma forma mortal. Porém, algo demonstrava o poder divino de Himiko... sua pele extremamente clara, cabelos brancos, e olhos vermelhos, como se a luz do Sol tivesse moldado a criança.

Himiko se tornou uma lenda do Período Sen de Tenshima, onde ao receber treinamentos estratégicos, de combate, e poderes divinos em uma mistura de Reika e Shigeyasu, a mesma fez seu marco na história de Tenshima, servindo diversos daymios, ajudando à vencer diversas batalhas. Já com o seu prestígio estando alto, e seu nome conhecido pela nação, a mesma fundou o clã Shikawa, com seus descendentes tendo sempre algo em comum, seus cabelos brancos, olhos vermelhos, e pele clara, algo que é colocado pelos céticos apenas como algum tipo de albinismo fortemente hereditário.

Eventualmente, Shikawa Hirosada libertou a colônia feorlandiana das mãos de Tenshima, fundando o Xogunato de Shikawa, podendo reviver toda a origem do clã para legitimar seu governo e sua divindade, onde até os dias atuais os xoguns seguem sendo portadores do sangue divino da deusa solar.

As Entidades


Apesar de Reika-no-Mikoto ser a deusa principal mais cultuada em toda a nação, o Seishinismo Shikawano assim como o Halkaismo desta nação são religiões politeístas, fazendo com que outras entidades sejam tão importantes quanto a deusa solar inclusive em questão de poder. Essas entidades, por mais que não estejam tão presentes no dia-a-dia e nas rezas dos shikawanos, existem festivais, orações, mantras, templos, e estátuas para elas por toda Shikawa. Esse grupo de entidades são importantes para o funcionamento do universo, da morte dos seres, e até das noites de Tellus.

Ryūchū, o Dragão do Cosmos

Pintura de Ryūchū no Palácio Solar

Ryūchū

"Quando tive contato com o sacerdote Furusaki, que era parte de um dos templos da cidade de Shiroyama, tive contato com a lenda de Ryūchū, notando que, diferente da grande maioria, esta não se passa em Shikawa, Tenshima ou na própria Kitainan. O relato indica que um humano chamado Notukeruto, mas me chamou a atenção que o primeiro "o" é pronunciado como "oe", que é um tipo de fonema muito presente nas línguas sarpedônicas e tigrinas. Isso me fez pesquisar sobre a origem deste nome, e acredito estar perto de descobrir algo, mas consegui traçar um círculo de probabilidades, surpeendendo a mim e a Paul: com 93% de probabilidade, traçamos este humano à direção da bacia do Kashanfluss.

Aquilo só poderia ser coincidência, pois até mesmo nos causa estranheza ter, como único a fazer contato com uma divindade haikanista, um residente do Kashanfluss, seja um ohmanni, seja um humano. E talvez tenha sido até pior buscar tal informação. Afinal... como houve tal ligação?"

— Gustav von Zimmer

Ryūchū (竜宇宙 = Dragão do Cosmos) é uma entidade extremamente poderosa para a fé dos shikawanos. De acordo com a lenda, assim como também é possível ser visto na história de Reika-no-Mikoto, esse ser já tinha poderes de divindade enquanto Reika ainda era apenas uma humana, ajudando a mesma à derrotar Ryūshin'en.

A origem de Ryūchū é incerta, uma vez que por ser uma entidade originária da criação do universo, existem diversas versões para sua origem. Uma delas é de que Ryūchū foi uma consciência que surgiu após a explosão criadora, onde em uma nebulosa em algum canto do jovem universo, a poeira estelar passou a se unir, até que eventualmente tomou a forma de um dragão, e posteriormente passou a criar novas estrelas, e destruir aquelas que ele considerava imperfeitas. Outra versão, é a de quê Ryūchū era originário de uma civilização de dragões cósmicos incrivelmente antiga, com Ryūchū sendo o último remanescente dela. E a última, e a versão mais popular em Shikawa, é de que Ryūchū ao mesmo tempo que ele criou o universo, ele é o próprio universo, com o mesmo apenas perdendo o posto de dono do universo após ele voluntariamente passar essa função para Reika-no-Mikoto, para que pudesse finalmente descansar após bilhões de anos moldando o mesmo.

Independente de sua origem, é de consenso popular e dos sacerdotes de Shikawa que Ryūchū é uma divindade primitiva do universo, e que o mesmo foi fundamental para a ascensão de Reika. Por ser uma entidade do cosmos, é extremamente raro que a divindade irá perder tempo aparecendo para coisas que ele comumente chama de "poeira cósmica" ou seja, a vida em Tellus, com textos sagrados que contam conversas entre Reika e Ryūchū afirmando que ele acredita que a humanidade é apenas um sopro em toda a existência do universo. Apesar do desdém do dragão do cosmos com a humanidade, o forjador de estrelas é considerado um ser protetor de todo o setor do universo do qual se encontra Tellus, incluindo até mesmo outros planetas, impedindo que seres malignos e corrompidos da criação possam tentar acabar com o reinado de Reika, sendo este o motivo pelo qual os shikawanos cultuam tanto o dragão que vê os mesmos apenas como formigas.

São raros os humanos que tiveram a honra de visualizarem Ryūchū, e ainda mais raro aqueles que puderam estabelecer contato, com apenas um humano tendo feito tal proeza. Este humano era Notukeruto, sendo um morador de uma civilização primitiva na história de Tellus, fazendo com que os sacerdotes acreditem que o mesmo nem se quer tenha morado em Kitainan, com seu nome possívelmente sendo algum tipo de distorção em tenshin para o nome originário. Acredita-se que Notukeruto fosse algum tipo de sacerdote das estrelas, ou do cosmos, e o mesmo após atingir um estado de projeção astral, passou a viajar pelo universo, até que ele se deparou com um ser formado por várias estrelas, lançando um buraco negro contra uma supernova, fazendo com que a supernova não destruísse alguma espécie de planeta azul que seria atingido eventualmente pela radiação estrelar. Este ser, era Ryūchū.

Notukeruto conseguiu chamar a atenção de Ryūchū, iniciando um diálogo com Ryūchū sobre a origem do universo, onde Ryūchū se recusou à responder tal pergunta. Notukeruto então perguntou o quê ele era, e Ryūchū apenas falou: "Sou um ser que pode ver com os próprios olhos o nascimento das estrelas, e que verei o morrer de todas elas com a escuridão consumindo tudo que existe. Eu trabalho para impedir que tudo morra antes desse momento." Notukeruto então indagou se Ryūchū era uma divindade, e Ryūchū apenas respondeu "Se para seres como vocês eu sou uma entidade, que assim seja feito.". O resto dessa história segue incompleta, pelo fato do resto do pergaminho, originário de Feijin, ter sido perdido em uma enchente do rio Hóng.

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